6ª Rodada | Campeonato Baiano 2023
- Soteropolimanos

- 6 de fev. de 2023
- 11 min de leitura
Atualizado: 6 de fev. de 2023
Atlético de Alagoinhas 0 x 0 Itabuna
por Alan Pinheiro
Quando falta futebol, só se fala em outra coisa. Na última quarta-feira (1), o Atlético recebeu o Itabuna no Estádio Municipal Antônio de Figueiredo Carneiro, o Carneirão. As duas equipes protagonizaram um confronto disputadíssimo e muito envolvente, contando com tudo aquilo que o fã de futebol mais gosta: passes errados, chutes descalibrados e falta de gols.
Nesse esporte, o placar zerado pode enganar, já que nem sempre uma partida que termina com esse resultado deve ser adjetivada negativamente. Qualquer fã de futebol provavelmente já deve ter visto um 0x0 mais emocionante que muitas goleadas. Nem sempre o número de gols traduz o jogo. Porém, sinto lhe informar que este confronto realmente não foi prazeroso de assistir.
Como este é um site de esporte e você, caro leitor, espera ler sobre futebol, adentrarei nos aspectos futebolísticos imediatamente. Mas aviso desde já, não há muito a se dizer.

O começo do jogo foi muito bom para o Atlético. O time de Alagoinhas fez valer o mando de campo e buscou propor o jogo, encurralando a equipe visitante para ter o controle da partida. A pressão até teve sucesso durante boa parte do jogo, mas o Carcará não conseguiu transformá-la em gols. Do outro lado, o Itabuna esteve encurralado durante o primeiro tempo e tentava sair em transições ofensivas rápidas com uso dos chutões. A única chance de gol, minimamente boa, saiu pelos pés da equipe do Sul da Bahia, aproveitando de um erro adversário para Joadson finalizar brilhantemente para fora.
No segundo tempo, o Itabuna melhorou ao buscar construir mais as jogadas pelo chão, abdicando do uso exagerado de lançamentos diretos. A mudança de estratégia surtiu efeito, como pode-se ver pelo resultado final. Faltou inspiração ao, até então, melhor ataque do campeonato. O mandante continuou atacando e até conseguiu criar mais chances, só que a impressão que ficou é que nenhum dos times queria comemorar um gol. Se era esse o objetivo, me sinto obrigado a parabenizar os jogadores pela grande humildade que mostraram aos seus companheiros de profissão. Se não tem gol, ninguém perde.
Em um jogo onde os goleiros não tiveram trabalho, os sistemas defensivos falharam, o meio campo foi ineficiente e os ataques não fizeram gol, fica difícil escolher um melhor em campo. Mas, aceito a missão e definitivamente coloco Matheus Sabiá como destaque da noite. Jogou muito? Não. Até tentou, mas o motivo de citá-lo aqui é o seu apelido. Em tupi-guarani, Sabiá significa “aquele que reza muito”. Sim, a curiosidade foi mais interessante que a partida. Como disse Gonçalves Dias, ou quase isso:
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá,
Os gols, aqui faltaram
E eu não pude suportar
Barcelona de Ilhéus 1 x 2 Bahia
por Victor Lee
Segue o líder! Com o triunfo em cima do Barcelona, o Bahia abriu três pontos para o segundo colocado e segue firme para a próxima rodada do Baianão.
Em jogo disputado pela 6° fase do Campeonato Baiano, Barcelona de Ilhéus e Bahia se enfrentaram em um combate tático no primeiro tempo onde ambas equipes se estudaram durante a partida e uma virada na segunda parte, deixando o Tricolor com o pé na porta para a próxima fase.
Nos primeiros minutos de bola rolando, os dois times se estudaram taticamente. O Bahia, com um time bem articulado e com bons toques de bola, tentou chegar no gol do adversário. Isso se deu por conta do entrosamento do time, em como eles conseguem trabalhar a bola pelas laterais do campo e pela inversão de bola no meio, ajudando em passes rápidos e bolas cruzadas na pequena área.
No lado do Barcelona veio com uma proposta de defesa, deixando o Bahia com mais posse de bola e sempre puxando o contra ataque. Com boas chances de gols quando subia as linhas, em bolas paradas e lançamentos. Aos 36 minutos com uma falta a favor da Onça-pintada saiu o primeiro gol do jogo de Everton Kanela de Cabeça. Logo depois do gol, o Tricolor tentou buscar o empate, mas o Barça conseguiu segurar o placar.

No segundo tempo, o Tricolor de Aço veio para campo tentando mudar o resultado tendo ótimas chances de gols e boa troca de passe. Mostrando o quanto esse time está conseguindo se entrosar cada vez mais nos jogos do campeonato. Mesmo com o Barça sofrendo para se defender, o time da casa seguiu firme taticamente e com o apoio da sua torcida.
Mas com a entrada do Ricardo Goulart, Jacaré e Mugni, tudo mudou. O time deu uma melhorada no rendimento dos passes e com dois homens de área, aumentando as chances de empatar o jogo. Aos 25 do segundo tempo, com cruzamento de Goulart e pivô de Everaldo, a bola ficou livre para Gabriel Teixeira fazer um lindo gol, limpando os zagueiros da Onça de Ilhéus e empatando o jogo. O Barcelona rapidamente reagiu fazendo mudanças táticas mas que não foram suficientes para tentar ampliar o placar.
Papai Goulart estava no seu dia. O goleador do Bahia que já marcou três gols no campeonato está com a confiança lá em cima, tanto da torcida como do mister. Aos 30 do segundo tempo, com cruzamento na pequena área e subida de Ricardo Goulart, o artilheiro só fez cabecear para dentro do gol de Antônio Alexandre, dando o triunfo para o Tricolor de virada para cima do Barça.
Assim, a Onça-Pintada tem uma desafio pela frente para tentar voltar ao G4 ficando em 6 colocado. Já o Esquadrão joga na Arena Fonte Nova e pega o Bahia de Feira que vem de um empate e tenta sair da zona de perigo do rebaixamento.
Vitória 2 x 0 Jacobinense
por Pedro Carreiro
O Vitória venceu o Jacobinense por 2x0 e voltou à briga por classificação, enquanto o Azulão se complicou. Em jogo movimentado, com chances para os dois lados, o Leão aproveitou melhor as oportunidades e venceu com gols de Diego Torres e Rafinha, ficando um ponto atrás da primeira equipe do G4. Já a equipe de Jacobina não conseguiu ser cirúrgica frente ao gol e sofreu sua quarta derrota no campeonato, ficando dois pontos à frente do Bahia de Feira (primeira equipe na zona de rebaixamento), que ainda joga na rodada.
Para a partida disputada no Barradão na última quinta-feira (02), os comandados de Burse foram a campo com 4 mudanças na equipe titular em relação ao time que perdeu o BA-VI na rodada passada. Arcanjo, Vicente, Diego Torres e Dibble entraram nos lugares de Dalton (lesionado), João Lucas, Léo Gomes (suspenso) e Osvaldo, respectivamente. Já o Jacobinense foi a campo com quase a mesma equipe que perdeu para o Atlético de Alagoinhas na última rodada, as únicas mexidas foram as entradas de Jones no lugar de Júnior Bahia, artilheiro da equipe no campeonato, e no gol com a entrada de Cassiano no lugar de Giovani.
O Leão abriu o placar logo cedo. Aos oito minutos da primeira etapa, em cobrança de falta um pouco antes da meia lua, Diego Torres acertou um belo chute no canto do goleiro e marcou seu primeiro gol com a camisa do Vitória. A falta que gerou gol surgiu de uma jogada que o Vitória repetiu muito durante o jogo, a diagonal de fora para dentro atraindo a marcação, abrindo espaço na faixa lateral. No caso do gol, Rafinha faz a diagonal para dentro mas não devolve a bola no espaço gerado na lateral, encontra Trellez que ao fazer o pivô sofre falta.

Com um gol tão cedo, a partida ficou totalmente condicionada. Ambas equipes tiveram que mudar suas estratégias. O Azulão, equipe que geralmente defende em linhas baixas e joga a partir de contra-ataques, teve que subir suas linhas de marcação e propor o jogo. Os comandados de Paulo Sales até que conseguiram fazer uma boa pressão alta, marcando em um 4-4-2 com Jones e Marion mais avançados, forçaram a equipe do Vitória a cometer vários erros na saída de bola, que era feita em um 3-2-5 com Gegê e R. Andrade revezando na composição da linha de 3.
Apesar de ter tido mais posse em boa parte da primeira etapa e ter conseguido forçar o erro na saída de bola do rival várias vezes, o Jacobinense pouco conseguia criar. Kel Baiano e Pedro Neto, dois dos principais jogadores ofensivos do Azulão, até aqui no campeonato, não conseguiram mostrar o mesmo nível na partida. Ambos acostumados a jogar em transição rápida, explorando com velocidade os espaços vazios, tiveram dificuldades ao jogar em espaços curtos contra uma defesa já postada.
Após o gol, o Vitória conseguiu encaixar alguns contra-ataques e criar boas oportunidades, mas com o passar dos minutos conseguia cada vez menos escapar em velocidade e começava a ficar preso na pressão do Jacobinense. Até que Vicente teve que ser substituído por lesão, algo geralmente negativo, a lesão de um atleta acabou sendo algo positivo para o time do Burse que melhorou com a entrada de Railan. O lateral direito deu um novo ar ao Vitória, Zeca foi jogar como lateral esquerdo, como estava jogando com pé trocado não ia até a linha de fundo, ficava dando mais apoio na saída de bola e na construção de jogadas. Já Railan, se tornou uma válvula de escape com sua força e velocidade.
Railan entrou muito bem na partida, levava muito perigo pelo lado direito e dele saiu o cruzamento para Rafinha marcar de cabeça o segundo gol aos 41 minutos. Em jogada que o Vitória fez bastante ao longo de todo jogo, alguém fazia a diagonal de fora para dentro, Zeca, Rafinha, Dibble, R. Andrade, puxando a marcação e abrindo espaço para a ultrapassagem na lateral de Dibble, Railan ou Rafinha. Com isso a equipe conseguia sempre criar situações de superioridade numérica ou mano a mano próxima à linha de fundo. Assim que surge o segundo gol, Dibble sai da ponta em direção ao centro da área, atraindo a marcação, Railan, que vinha carregando a bola ameaça, toca em Trellez que se apresentou no pivô, mas ataca o espaço livre no corredor lateral indo na linha de fundo e cruzando na segunda trave para Rafinha.

Na segunda etapa, o jogo foi ainda mais aberto e as equipes tiveram ainda mais oportunidades. O Jacobinense passou a arriscar mais chutes de média/longa distância, algo que não fez no primeiro tempo e assim levou perigo ao gol de Arcanjo, obrigando-o a fazer boas defesas. A equipe também passou a trabalhar melhor suas jogadas, com os jogadores mais próximos uns dos outros no campo de ataque, o time conseguia trocar passes e envolver a defesa do Vitória. A melhor chance do Azulão no jogo veio aos 26 minutos, após boa triangulação entre Thesco, Miqueias e Guga, Thesco recebe na entrada da área com liberdade, deixa Camutanga no chão, finaliza entre as pernas de Arcanjo e a bola só não entra porque Dankler cortou em cima da linha.
O Vitória seguiu jogando da mesma forma, atacando pelas laterais, tentando criar espaços para cruzamentos e situações de mano a mano. Com o Jacobinense se lançando para o ataque, o Leão encontrou muitos espaços e produziu várias oportunidades, principalmente pelo alto. Porém, a equipe de Salvador, assim como a de Jacobina, não conseguiu aproveitar nenhuma das chances criadas e o jogo não saiu do 2x0.
Doce Mel 1 x 2 Juazeirense
por Roger Caroso
No Waldomirão, o Doce Mel foi atrás de sua primeira vitória no campeonato. Enquanto a Juazeirense buscou se consolidar no G4 do Baianão 2023.
Após sofrer 3x0 do Barcelona de Ilhéus na rodada passada, o Doce Mel voltava para sua casa na missão de ganhar urgentemente, pois a cada rodada que passa, a equipe se isola mais na lanterna. A Juazeirense chegou em Jequié de cara nova, mesmo tendo vencido o Vitória e o Itabuna, o embate contra o Bahia de Feira resultou na demissão de Rodrigo Chagas. Para seu lugar, um velho conhecido da torcida veio para o comando técnico, Carlos Rabelo assumiu a equipe pela quarta vez na carreira.
O tom dos minutos iniciais se refletiram durante toda a partida. A Juazeirense sufocava seu adversário, independente de ser o visitante. O novo treinador quis mostrar serviço, trouxe uma formação mais ofensiva, abrindo mão de um volante e foi para cima. Nos 5 primeiros minutos, o Cancão de Fogo já havia finalizado duas vezes, mas não tardou muito mais para a bola entrar. Após um belo cruzamento, Clébson cabeceia levemente só para tirar do goleiro e marcar o primeiro. Durante o resto do tempo, o enredo seguiu. O Doce Mel pouco fazia além de impedir os ataques adversários. Para o jogo proposto, o time da casa teve um resultado positivo, visto que estava sendo dominado.

Para a segunda parte, a equipe de Eduardo Bahia entendeu que pontuar era obrigatório caso ainda quisessem sair da zona do rebaixamento. A partir daí, o time começou a tocar a bola com maior objetividade, tentando achar uma brecha no sistema oponente. Assim, após um passe errado de Gleibson, o Doce Mel recuperou a bola e o camisa 10, Caio, sofreu um pênalti. Mesmo depois de uma certa "cera" do goleiro, o próprio Caio bateu e foi bola pro lado e Gleibson pro outro, jogo empatado. Na continuidade da partida, nenhum dos lados parecia comandar as ações, poucas chances claras e muita catimba, como se ambos times estivessem tranquilos com o resultado.
Desse modo, a mudança veio por meio de uma substituição, Rabelo trouxe o jovem Eric ao campo. Minutos após sua entrada, Clébson cobrou uma falta que inicialmente parecia pouco perigosa e vinha diretamente aos braços do goleiro Rodolfo, mas o quique enganou o arqueiro e ele não foi capaz de segurar a bola, que voltou pro jogo e em momento de oportunismo, Eric estava lá para guardar o dele, dois a um. Mesmo estando na frente novamente, a Juazeirense não deu muitas chances ao time da casa, conseguiu controlar os minutos finais e levar os 3 pontos para Juazeiro.
Dessa forma, o Doce Mel continua em último, mas agora 5 pontos atrás do 9° colocado, situação dificílima, só um milagre para salvar a equipe. Já a Juazeirense, chegou a 10 pontos e é a 3° colocada, passo importantíssimo para se garantir na segunda fase do Baianão 2023.
Bahia de Feira 3 x 2 Jacuipense
por Caio Lucas
Se eu pudesse definir essa partida com uma frase, sem dúvidas seria: O melhor jogo do Campeonato Baiano (até agora).
Sem ter vencido no Baianão, o Bahia de Feira vinha de um clima tenso nos bastidores do clube, com seu presidente tecendo duras críticas ao elenco – “porcarias”, “futebol medíocre”, “pior equipe”, foram algumas das declarações ditas por Jodilton Souza após empatar com o Barcelona de Ilhéus pela 4ª rodada e amargar a penúltima colocação. Já o Jacuipense, por outro lado, buscava manter a consistência da equipe em lutar pela classificação para a próxima fase.

Jogando na Arena Cajueiro, o Tremendão garantiu no pré-jogo que a polêmica não afetou a confiança no vestiário e viria com dedicação máxima. Ofuscando as atuações ruins dos jogos anteriores, a equipe da casa entregou um verdadeiro JOGÃO de futebol.
O primeiro tempo se resumiu a dois jogos distintos. Nos 10 primeiros minutos, o Bahia de Feira controlava as ações da partida, chegando com mais intensidade e se aproximando pelas laterais. E foi justamente por aí que Tiago Corrêa lançou um cruzamento na área, que, sem deixar dúvidas, bateu no braço esquerdo de Kanu (ex-Vitória). Pênalti cobrado pelo próprio lateral que converteu em gol. Após isso, o tricolor recuou a marcação, permitindo que o Jacuipense rondasse a sua área e chegasse às finalizações, mas sem perigo.
Já o segundo, ahhh o segundo tempo. Esse sim nos presenteou com MUITA emoção!
O cenário da partida mudou completamente. Logo aos 5 minutos, em confusão boba dentro da área antes de uma cobrança de escanteio, Alberte Gomes do Bahia de Feira foi expulso (é bem provável que o árbitro tenha esquecido que ele já tinha amarelo). Aos 12 minutos, em uma bomba de fora da área do zagueiro Weverton e falha do goleiro tricolor Alan Silva, o Jacupa empatou em seu primeiro chute à gol do jogo.
Mesmo com 1 a menos, o técnico João Carlos mexeu bem, e com poucos minutos em campo, o jovem Caíque marcou o segundo do Bahia de Feira aos 16’ numa pintura: um gol de cobertura de fora da área!

O Jacuipense não se abalou e continuou insistindo no ataque, obrigando o goleiro Alan Silva a trabalhar. A persistência deu resultado – aos 36 minutos o Leão do Sisal buscou novamente o empate depois de Kanu aproveitar a sobra de um cruzamento de Robinho.
O apito final da partida ia se aproximando e os ânimos ficando cada vez mais quentes. Com muitas faltas e provocações rolando, o Jacuipense perdeu Weverton (autor do gol de empate) aos 44 minutos, depois de ser expulso ao aplicar uma tesoura no meia tricolor Peterson Henrique. E foi nesse mesmo lance, após Tiago Corrêa jogar na área na cobrança de falta, que Pedrão cravou – 3 a 2 para o Bahia de Feira.
Nos 7 de acréscimo finais, o Jacupa não jogou a toalha e tentou até o último segundo. Mas, com a força da torcida e o mando de campo, o Tremendão segurou o resultado e venceu a primeira do Campeonato Baiano. Um sentimento de êxtase se via na Arena Cajueiro: torcedores eufóricos, jogadores desabando em campo com muita emoção e uma saída da zona de rebaixamento que promete mudar os rumos da equipe de Feira de Santana.
Confira os jogos da 7° rodada
Terça - 07/02
Jacobinense x Juazeirense (19:15)
Itabuna x Doce Mel (21:30)
Quarta - 08/02
Atlético de Alagoinhas x Vitória (19:15)
Jacuipense x Barcelona de Ilhéus (19:15)
Bahia x Bahia de Feira (21:30)




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